O ruído é a terceira maior causa de poluição ambiental e afeta a saúde da população no mundo inteiro. E o mais preocupante é que cada vez mais está inserido no nosso dia a dia como algo natural e inofensivo, e nem percebemos.
Automóveis, buzinas, sirenes, aviões, eletroeletrônicos, bares... É barulho que não acaba mais. E as consequências são muito sérias: problemas auditivos, dores de cabeça, hipertensão, insônia, mau humor, cansaço, distúrbios de aprendizagem, entre muitos outros.
Diante deste quadro, muitos arquitetos vêm desenvolvendo projetos que contemplam soluções para o conforto acústico nas edificações, pois sabem que estruturas projetadas para barrar ruídos são muito valorizadas por quem procura sossego. Essas soluções também se aplicam para imóveis prontos. E o vidro tem um papel importante nesta “batalha”.
Vidros Acústico: beleza e bem-estar
A principal característica que diferencia o vidro dos demais materiais para conforto acústico é a transparência. Essa vantagem está na possibilidade de barrar o ruído, de forma eficaz, sem prejudicar a visão entre os ambientes ou com a área externa, aliando beleza e bem-estar no mesmo projeto.
Os vidros acústicos filtram boa parte do som, chegando a bloquear em média 40 dB, enquanto vidros comuns barram 24 dB. O tipo de vidro para cada imóvel vai depender do local de aplicação e, principalmente, do desempenho acústico desejado. Assim ele poderá ser duplo ou laminado com PVB (película plástica de alta resistência) ou com PVB acústico.
É importante destacar que o bom isolamento acústico não depende somente do vidro, mas também da qualidade do caixilho (janelas, portas, fachadas) e da vedação. Por isso, não adianta ter um vidro excelente se os outros componentes não estiverem no mesmo nível de atenuação do som.
Além da acústica, esses vidros especiais proporcionam outros benefícios como segurança, pois apresentam alta resistência, e proteção dos raios UV (ultravioletas), tanto para móveis e tecidos, quanto para a nossa pele. A saúde, mais uma vez, agradece!
*Por Carlos Henrique Mattar, gerente de desenvolvimento de mercado da Cebrace